quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Análise Crítica da Educação no Brasil: Nossas Escolas são Gaiolas ou são Asas?

Autora: Silvia Porto de Sousa Silva
Especialista em Direito Tributário pela FGV – São Paulo.
Mestranda em Direito pela UNIMES – Universidade Metropolitana de Santos


Este texto tem como escopo traçar uma análise crítica sobre a educação que está sendo oferecida em nosso país, mormente no que concerne ao caminho traçado e trilhado por nós e por todos os estudantes, tanto da rede pública como na rede particular. Em um primeiro passar de olhos nota-se claramente, que há um consenso nas escolas no que se refere a alguns pontos.

a) A busca permanente pela especialização, o que afasta bruscamente os seres humanos de uma educação mais completa, privando de forma, porque não dizer violenta, o acesso desses alunos ao conhecimento completo;

b) A corrida frenética por um resultado satisfatório nos vestibulares mais concorridos, me parece ser um dos pilares mais sólidos da educação oferecida às nossas crianças, começando desde cedo, desde a mais tenra idade, especialmente na rede particular de ensino;

c) Outro fator comum é a indução de não ter pensamentos próprios, a transformação do ser em um banco de dados das ideias alheias.

Deste modo conclui-se que não se denota dos apontamentos, a falta de estrutura das escolas, seja na rede particular ou pública de ensino, nem tampouco há que se falar da incapacidade dos professores, o que se nota é a indução que é feita pelos programas fechados, com vistas a buscar alcançar os objetivos traçados nestes programas, limitando de forma definitiva, qualquer ato por parte do professor que faça com que este consiga desviar o curso dessas águas.

Sobre o tema, o pensamento de Rubem Alves, vejamos:

“O que os burocratas pressupõem sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E para testar a qualidade se criam mecanismos, provas, avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação”. (p.31).[i]

Todavia, tenho comigo que o primeiro passo para a transformação do Sistema Educacional em nosso país é a conscientização, que nós professores podemos fazer a diferença entre sermos programadores de pessoas ou incentivadores na arte de pensar. Entre sermos meros instrumentadores das formas que nos é oferecida, ou sermos coadjuvantes no processo da construção do conhecimento e parafraseando aquele que no meu sentir foi o autor estudado que melhor retratou a escola e o ensino no Brasil, Rubem Alves, ouso dizer: “Eu vou buzinar, vou tocar sino, vou bater tampa e panela, estender bandeira, tocar a Nona Sinfonia.. Ninguém poderá dizer que eu morri sem espernear...”[ii]

Conjuguemos professores o verbo espernear, para transformar as gaiolas em asas!

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Referências Bibliográficas:
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[i] Por uma Educação Romântica – Rubem Alves.

[ii] disponível em http://www.rubemalves.com.br/opanelaco.htm

Um comentário:

Anônimo disse...

A ANALISE FOI BEM EXTROVERTIDA, PENA QUE SÓ TEVE FORMAS BUROCRÁTICAS PARA INTRODUZIR ESTE CONTEÚDO !